Treino de Esquemas em Jovens Nadadoras
Dando continuidade ao exposto no mês passado no que se refere à importância que deverá ser atribuída ao treino dos esquemas, focaremos a nossa atenção na iniciação ao treino dos esquemas, especificamente em jovens nadadoras.
Como sabemos, um esquema é uma composição integrada de vários elementos que se desenvolvem em função de uma música, integrando ritmos movimentos e variedade nas sequências e combinações apresentadas. Os Esquemas, Técnicos, Livres e Livres Combinados são compostos por formações, figuras e técnicas de nado.
Tendo em conta que uma jovem nadadora dispõe de poucos recursos técnicos, o primeiro ponto-chave da construção do esquema é a simplicidade. Os movimentos deverão ser simples e as posições e figuras bem definidas.
Quanto à escolha da música, esta deverá ir de encontro ao gosto da nadadora e deve ser agradável de forma a que a nadadora a possa sentir, interpretar, expressar-se! Deverá ser constituída por uma boa estrutura rítmica em que seja fácil marcar os tempos musicais. Se a música possuir uma boa variedade em termos sonoros, a variedade, em termos de movimento, tornará o esquema perfeito.
Quanto à gestão dos movimentos e das figuras usadas devemos incluir períodos de descanso a seguir às posições mais complexas ou aos períodos de maior apneia, dando oportunidade para que a nadadora recupere antes de avançar para outra figura/elemento mais difícil. Assim, certamente, conseguirmos manter os níveis de expressividade durante mais tempo. Ainda neste seguimento, é importante evitar os chapinhar da água ou o bufar após imersão pois prejudica artisticamente o esquema.
Apesar dos treinadores (e, por vezes, pais e outros agentes desportivos) terem especial importância na elaboração do esquema das nadadoras, é crucial que elas façam as suas adaptações, dêem as suas ideias, explorem a música e a sua criatividade. Coreografar é uma das formas que as crianças têm de desenvolver a suas capacidades imaginativas, permitindo-lhes que aprendam por si mesmas a adaptar os movimentos à música.
Quanto ao espaço da piscina, este deverá ser bem percorrido, colocando as partes mais importantes e difíceis no centro da piscina e situar as figuras em diferentes áreas da piscina. Devido a ser muito difícil manter linhas rectas nestes grupos etários, nos esquemas de equipa deveremos alinhar o máximo de quatro nadadoras. Sugerimos a mudança de formação uma a duas vezes por espaço percorrido e devemos mudar as formações de forma simétrica, pois causa um efeito mais agradável. Devemos evitar repetir excertos. Os Esquemas devem começar a ser trabalhados a seco, seguindo-se o aperfeiçoamento das Figuras e transições. Posteriormente trabalha-se a realização das primeiras sequências e, finalmente, a divisão global do esquema em partes.




