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O ensino de Pólo Aquático integrado nas aulas de Natação

Portugal é um país bem equipado de piscinas. Aliás, esta é provavelmente a infra-estrutura desportiva na qual os municípios mais apostam. Nem sempre a escolha é acertada, no que concerne às características (dimensões, localização, etc.) não raras vezes não são as ideais, mas em termos de quantidade não pode haver reclamação. Se considerarmos que em cada uma das piscinas privadas (clubes e outras instituições similares) e públicas, existe uma ou mais classes de ensino de Natação, verificaremos que o número de praticantes e aprendizes desta modalidade é bastante elevado.
Por outro lado, qualquer profissional da Educação Física e das Ciências do Desporto compreende que a Natação engloba uma conjunto de sub-modalidades ou disciplinas, como são a Natação Pura Desportiva (NPD), o Pólo Aquático (PA), a Natação Sincronizada e os Saltos.
Porém, estranhamente, no ensino de Natação, salvo algumas excepções, apenas são abordados conteúdos da NPD. É algo tão enraizado que a maioria dos utentes das piscinas, desconhece mesmo a existência das restantes disciplinas.
Como pode ser depreendido das palavras anteriores, entendemos esta forma de estruturação das escolas de Natação limitadora e ultrapassada. Acreditamos ainda que é umas das principais causas, senão a principal, para haver uma discrepância quer em termos de mediatismo das várias disciplinas bem como do número de praticantes que cada uma delas apresenta. Se todas estas «variantes» fossem abordadas e transmitidas aos aprendizes de Natação, além de permitir uma formação mais enriquecedora e completa do nadador, certamente levaria a um aumento dos praticantes, em cada uma.
Senão atentemos no caso do Atletismo: Quando uma criança se inicia no Atletismo ela é ensinada a correr, saltar e lançar, não limitando a sua aprendizagem a apenas um destes conteúdos.
A proliferação desta perspectiva de ensino integrado levaria a uma evolução na quantidade de praticantes, bem como na qualidade das disciplinas menos publicitadas da Natação. E nem podem ser alegadas dificuldades logísticas uma vez que os conceitos e os conteúdos a serem abordados seriam básicos, de iniciação, logo o espaço típico de aula de Natação seria suficiente (bolas e balizas improvisadas, não faltam em nenhuma piscina).
Tão pouco será inviável devido à formação dos monitores/professores. Pois, partimos do princípio que as aulas de Natação são leccionadas por licenciados de Educação Física ou por indivíduos com formação própria de FPN ou de uma das suas associações, portanto perfeitamente habilitados para o ensino dos conteúdos referidos.
Já existem em Portugal exemplos de sucesso deste modelo. Destacámos por conhecimento do caso, as Escolas de Natação do Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas.
Será certamente um exemplo a seguir no âmbito do ensino de Pólo Aquático integrado nas aulas de Natação.