A Polícia como uma necessidade da sociedade
Numa época em que os casos de violência e manifestações intempestivas do público foram demasiadas, coloca-se a questão da necessidade de policiamento nos jogos de Pólo Aquático.
A polícia de segurança pública aparece nas sociedades como um “mal necessário” para garantir a ordem nas mesmas. Num desporto evoluído como é o Pólo Aquático, a necessidade dos jogos serem policiados pode ser vista de duas formas:
I – O policiamento serve para garantir a ordem entre os elementos que constituem o jogo (jogadores e árbitros);
II – O policiamento serve para garantir a ordem entre o público.
I.I - Quando um jogador agride deliberadamente outro jogador, a primeira entidade que deve reprimir e punir o jogador é o seu treinador. Um treinador tem como dever a educação desportiva dos seus atletas, punindo-os quando a sua conduta é a menos correcta. Por sua vez, também o clube deve punir um jogador cujas atitudes na representação do seu emblema não o dignifique.
I.II - Independentemente da equipa de arbitragem ver \ assinalar este tipo de atitudes, cabe sempre em primeira mão ao treinador punir o jogador. Não é de forma alguma aceitável que um jogador tenha atitudes de violência deliberada e exagerada sem que o seu treinador o puna.
I.III - Cabe em seguida à equipa de arbitragem punir estas atitudes, e ao conselho de arbitragem deliberar de forma justa e célere sobre a atitude do jogador.
Se estes três pressupostos se verificarem, o policiamento não faz sentido para garantir a ordem entre os elementos do jogo. Os jogadores, treinadores e clubes têm de ter uma atitude responsável.
II.I – Numa piscina com condições mínimas para a prática de competição de pólo aquático, o público não pode de forma alguma ter acesso físico aos agentes desportivos, desta forma a segurança dos agentes desportivos está garantida.
II.II – Se os elementos do público forem elementos dignos e adeptos de desporto, não há necessidade de policiamento.
Se ambos os pressupostos de verificarem, não há necessidade de policiamento.
Após estes breves pressupostos, em jeito de teorema e seus corolários, é obvio que infelizmente, e por culpa dos agentes desportivos e seus adeptos, o policiamento é necessário!
Quando jogadores agridem deliberadamente os seus adversários no jogo, com conivência dos seus treinadores e clubes, quando o nível de arbitragem não é suficiente para travar a falta de cultura desportiva dos atletas, sim, o policiamento é necessário, por culpa única e exclusiva dos agentes desportivos. É suposto numa sociedade evoluída como a em que vivemos, a responsabilização por parte dos treinadores e clubes sob as atitudes de violência gratuita ser imediata, e é suposto também que as equipas de arbitragem ajam de acordo com o regulamento bem como o conselho disciplinar puna de forma exemplar e célere sobre estas atitudes, repito: de forma exemplar e célere!
Como nada do anterior acontece, é obvio que resta apenas à federação obrigar ao policiamento! Se esta atitude acarreta custos aos clubes!? É obvio que sim! O facto de o policiamento ser necessário é em grande parte culpa dos clubes e seus atletas. Não se pode justificar uma atitude violenta com: “ele bateu-me, eu também lhe bato”. Ou ainda… “o árbitro está a apitar mal, vou-lhe bater”! Este tipo de atitude é primitiva e anarquista!
Quando num jogo, um elemento do público se envolve em confrontos físicos e verbais com outro elemento do público, ou um elemento do público agride ou tenta agredir física e verbalmente um agente desportivo, é obvio que é necessário policiamento. Quando os elementos do público não são dignos de acompanharem uma equipa que pratica um desporto (que como a palavra indica por si só já é um acto de desportivismo), é obviamente necessária a intervenção da polícia de segurança pública para estabelecer a ordem.
É por isso culpa dos elementos do público que o policiamento seja necessário. Se isto acarreta custos para os clubes!? Não deveria! Os locais onde se desenrolam os jogos são locais públicos, como tal, o policiamento e ordem no recinto deve ser feito pela polícia de segurança pública, pois é essa a sua função.
Resumindo, quando os agentes desportivos não desempenham a sua função de forma correcta, é por sua culpa a necessidade de policiamento, culpa esta repartida entre jogadores | treinadores | clubes | árbitros | conselho de arbitragem | federação. Cada um tem a sua quota-parte de culpa, e por isso, cada um deve suportar estes custos.
Quando os elementos do público não são dignos de acompanharem um jogo, quando a sua cidadania e civismo são primitivos, é necessário o policiamento. Este custo não deve ser suportado por ninguém pois é essa a função da PSP, garantir a ordem na sociedade nos locais públicos. Sendo uma piscina um local público (pois em regra geral são locais de entidades de utilidade pública), faz parte das obrigações da PSP garantir neste espaço a ordem.
Não se pode reivindicar decisões de obrigatoriedade de policiamento quando a necessidade do mesmo é fruto de má conduta dos clubes e seus elementos! O treinador tem de “educar desportivamente” os seus atletas, o clube tem de punir os prevaricadores. Os árbitros têm de sancionar os prevaricadores, o conselho de arbitragem tem de punir de forma justa e célere os prevaricadores. Se isto fosse possível, nunca se falaria de policiamento em jogos de pólo ou outra qualquer modalidade.
Concluindo… será mesmo preciso polícia num jogo de Pólo Aquático!? Infelizmente sim!
No dia em que os jogadores forem sensatos, os treinadores os punirem quando não forem correctos, aí não será preciso policiamento.
No dia em que o público se souber comportar ao assistir um jogo, aí também não será necessário policiamento.
A questão é: será que esse dia vai chegar!? Será que o Pólo Aquático se vai tornar no espectáculo degradante que vemos num jogo de futebol? Espero que não, espero mesmo que não!





Educação desportiva/educação familiar
SERA QUE O P.A. se vai tornar no espetaculo degradante que vemos no jogo de futubol ?!
Será que é o clube que tem que educar os milhares de socios que semanalmente assistem aos jogos ?
Uma vez que é o desporto "rei" está sujeito a ter adeptos (que sao a sua sobrevivencia) de todas as classes sociais desde as mais educadas ás mais problematicas, daí as tais cenas degradantes de vez equando .
Existem punições por parte das entidades organizadoras que em situaçoes extremas excluem o publico de assistir aos jogos !
Este texto fala muito bem das obrigaçoes civivicas , da educaçao desportiva e, nao fala da educaçao familiar ...
Se a obrigacão dos treinadores e directores de equipas de formação sao de encaminhar os atletas para a pratica desportiva com humildade , dedicaçao , respeito , fair play , maior obrigaçao tem os educandos em os encaminhar para um clube , em que estas qualidades sejam o seu ino !
O treinador tem um papel importante na educação desportiva mas tem que ser paralela á educação familiar .
A grande falha esta aí , nao acredito que nenhum treinadaor incentive á violencia para alcançar os objectivos , nao acredito que nehum treinador ponha a equipa a treinar situaçoes de pancadaria nos treinos , acredito sim no fanatismo de pais que de desporivismo nada tem nem nunca tiveram e , assim tornam impossivel a tal linha paralela de educação desportiva e educaçao familiar .
Pelo que li sobre o que aconteceu este fim de semana foi !!
O atleta (nascido em 93 ,92ou 91 ( 16 17 ou 18 anos) ) marcava golo e apontava para a bancada .
Os pais do outro clube ( idades medias 45 anos ) ficavam ofendidissimos com atitude da criança !! quando numa situação normal de boa educaçao quem ficaria ofendido deveriam ser os próprios educadores(treinador e pais) ,digo eu ...
O miudo mostra o rabo !!! quem se queixa são os pais dos outros ?!
Mas o quê que eles tem a ver com isso?!Ou ficam provocados com o gesto ?! se ficam nao deviam, vergonha deve ter quem o educa , afinal é um miudo mal educado mas, quem o deve corrigir sao os educadores(treinador e pais) ...
E aqui, claro que a federação deve ter um papel educativo .
Saudaçoes desportivas
RM
O pólo será aquilo que o seu
O pólo será aquilo que o seu público e os seus praticantes quiserem que ele seja.
Tudo passa por uma questão de cidadania e,se ela se verificar,as situações de violencia terão tendencia a acabar á medida que a educação da população evolua nesse sentido.
Se as frustrações do dia a dia continuarem a ser canalizadas para os recintos desportivos, se a educação para a cidadania for um fracasso nas novas gerações, então, a polícia terá que ser reforçada e, talvez não consiga ,mesmo assim cumprir a sua função.